Afinal, onde nasceu a famosa Caipirinha?


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A famosa bebida, mundialmente conhecida como brasileira, é na realidade Santista!!!
Quem diria, hein!!!

Olha só como se originou...
Trecho extraído do livro a "Terra da Caipirinha"- Batan , Marco Antonio. Livreto. Santos-SP: Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS), 2012.

"É exatamente por causa disto, que a história da origem da caipirinha origina-se em Santos, no litoral de São Paulo. O primeiro engenho de cana de açúcar do Brasil, o Engenho dos Erasmos, construído em 1530, fica no sopé do Morro da Nova Cintra, local onde moram até hoje descendentes de portugueses açorianos e da Ilha da Madeira. No local havia na metade do século XX diversos alambiques e considerável plantação de cana de açúcar. O “Morrão” produzido no Morro da Nova Cintra, famoso na década de 50, era uma pinga artesanal comparável às melhores de Parati.
Entretanto, a cachaça industrializada também vendida em garrafas na região - Três Fazendas, Tatuzinho, Pirassununga, Velho Barreiro, Pitu - era originária da região de Piracicaba e adjacências e, portanto, vinha do interior e era chamada pelos caiçaras da região de cachaça caipira, para diferenciar da pinga artesanal ou morrão que era nobre demais para ser misturada com gelo e limão.
Caipirinha foi o nome dado à mistura feita com cachaça do interior, diferenciando-se desde o nome do “Morrão”, que era para ser degustado puro.
A caipirinha era conhecida desde o final dos anos 50, em qualquer lugar de Santos e do litoral paulista. Desde o internacional Parque Balneário Hotel, meca da elite e turistas paulistas, Cassino Atlântico, restaurantes A Balneária, Boa Vista, Olympia, Gáudio, até às barracas de praia e qualquer botequim, as pessoas sabiam fazer uma boa caipirinha.
Quanto a isso, é intrigante o fato de que até locais sofisticados de Santos aceitaram difundir uma bebida desprovida de status, feita com a popular e malvista cachaça. Para que se possa entender, é necessário esboçar o cenário de Santos no final da década de 50 e início da década de 60 e a forte questão cultural existente. A cidade era o local perfeito para o surgimento de qualquer produto que representasse o novo, diferente e traduzisse o nacionalismo que aflorava entre os jovens numa cidade que era revolucionária e conhecida como “Cidade Vermelha”. No meio cultural, Gilberto Mendes, Patrícia Galvão, Plínio Marcos, Geraldo Ferraz, Sergio e Cláudio Mamberti davam o tom do inconformismo da vanguarda da época. No esporte é a era do fantástico time do Santos de Pelé. Na política, Mario Covas e Esmeraldo Tarquínio são alguns dos exemplos da atividade de Santos.
As “Bocas” tinham a maior concentração de boates por metro quadrado do Brasil sendo um importante polo turístico e de difusão cultural e interação com o mundo inteiro, graças ao maior porto da América Latina."


A história do drinque tupiniquim, remota de longa data, do início do século XX, mas precisamente em 1918, quando a mistura de cachaça, limão, mel e alho era consumida no país como remédio para amenizar os efeitos da gripe espanhola.
O limão era utilizado por conta da grande concentração de vitamina C e a cachaça em função do álcool, que ajudava a acelerar os efeitos da mistura.

Naquela época a região de Piracicaba, no interior paulista, já se destacava pela produção da cachaça, principal ingrediente do recém criado remédio caseiro, e quando a novidade desembarcou no porto de Santos, foi batizado com o simpático nome de “caipirinha”,

Confira a receita original da caipirinha conforme Decreto Presidencial nº 4.851, de 2.10.2003.

Ingredientes

• 75 ml de cachaça branca
• 3/4 de um limão tahiti
• 3 colheres de açúcar
• gelo picado

Modo de preparo
1. Num copo baixo macere o limão com o açúcar.
2. Acrescente a cachaça, o gelo picado e mexa com a colher de baixo para cima, girando a mistura até ficar homogênea. Complete com mais gelo, e pronto!!!

Link para baixar o Livro: http://www.fundasantos.org.br/page.php?37

Fonte: Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams)

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